segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ah não!
Eu já havia decidido que o que eu sentia por você era uma paixonite passageira. E que ela já havia passado. Tudo por culpa de uns olhares seus, em que eu vi mais do que existia de verdade.
Aí me vem você de novo, lindo com esse seu estilo meio desleixado, interessante por causa desse seu jeito reservado. E para completar me vem com “Is this a real life?Is this just fantasy?” justo nos dias em que eu estava viciada nessa música.
Ah não! Pare de aparecer cada vez mais perfeito e fazer com que eu me apaixone por você de novo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Não, já não dá mais pra fingir que não há nada, que ainda não vi, que não me incomoda. Está tudo muito evidente, até demais. E a culpa é toda minha, eu sei, antes eu não me importava, mas isso que eu criei já passou dos limites que eu posso suportar. Já é hora. Não me resta outra alternativa além de respirar fundo, levantar a cabeça e arruma essa bagunça que eu chamo de quarto.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O que é PROCRASTINAÇÃO?
a) uma palavra feia
b) uma seita
c) um vício
d) um esporte
e) todas as anteriores

tic tac tic tac tic tac triiiiim

A resposta certa é a letra E.

Procrastinação é uma seita cujo dogma é: “por que fazer hoje o que ainda é pra amanhã?” Quem nunca seguiu essa frase e ainda resumiu o amanhã a uma hora antes, deve ser um herói, ou alienígena, ou os dois. Todo o mundo faz parte dessa seita, mas há os que negam, então digamos 99% da população mundial. Todos os praticantes dizem: “nunca mais deixo para a última hora”. E é aí que a procrastinação vira um vício, porque tem gente que acredita piamente que consegue se livrar das amarras dessa palavra feia. Mas há os que dizem da boca pra fora, sabem que não vão mudar, e para esses já virou um esporte, aprendem a copiar, decorar, enfim, fazer o que têm que fazer em tempo recorde, e a cada vez tentam se superar ainda mais.
Mas quem pode julgar o próximo? Quem nunca procrastinou que atire a primeira pedra.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Filosofias de Buteco



- Nossa senhora, essa mulher não me deixa em paz! - disse um bêbado para outro depois de receber uma mensagem no celular.
- Sabe, mulher é igual bolacha recheada - disse o outro – a gente só vê a casca e acha gostosa, o recheio fica escondido e só aparece depois que a gente morde, aí já fica mais difícil fugir e ...
- Nunca gostei de recheio, só como as que não tem.

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- Tem gente que quer fazer os outros provarem do azedo de suas próprias vidas, mas pra quê? Todo mundo, mais cedo ou mais tarde vai ter os seus próprios limões. O melhor é não chupá-los, usá-los pra outras coisas como fazer caipirinha ou usar na tequila.

sábado, 2 de julho de 2011

Ele só sabia que existia.
E existia porque adquiria nutrientes, através da alimentação, que seriam metabolizados e transformados em energia, e esta seria usada nas suas atividades diárias, e seu dia era cheio.
E prosseguia com seu órgão musculoso e tetracavitário bombeando sangue para todo o seu corpo. Tinha também emoções, reações do sistema límbico na face medial do cérebro.
Até que um dia ele viu uns olhos. Olhos completamente normais, não precisavam usar óculos e a íris nem tinha cor rara ou clara.
Mas ele viu algo mais. Havia uma luz, que não vinha do exterior. Uma luz que acendeu a luz dos olhos dele.
E assim, nesse momento de encanta-mente, um ser perfeitamente biológico se tornou um ser humano.

sexta-feira, 10 de junho de 2011


Por alguns instantes, alguns ínfimos segundos, eu amei você. Amei, com a intensidade da primeira e única vez, o seu semblante desconhecido. Este amor durou a eternidade do instante que passa. O instante que passou por mim, junto com você, caminhando para onde eu não sei. E depois, já não adiantava olhar para trás. Este amor não podia durar mais.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

25 de maio: Dia da Toalha

"Não entre em pânico!"
Se você não tem ideia do que saja Guia dos Mochileiros da Galáxia isso não vai significar nada para você. Mas hoje é um dia de homenagem a Douglas Adams, o escritor dessa genial trilogia de cinco livros (assim mesmo). E deixo aqui um informativo sobre o valor da toalha, quem sabe outros alguéns também não se animam a ler.
“A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon;
Pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas do rio Moth;
Pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz);
Você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro;
E naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.
Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc.
Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.”