domingo, 27 de janeiro de 2013


É tão estranho perceber você tão distante da minha vida, sendo que há tão pouco tempo cronológico atrás, mas que parece uma vida de distância no psicológico, nós éramos tão próximos.

Não foi de repente, foram nossas escolhas e nossos desejos que nos fizeram seguir caminhos separados, apesar de termos desejado, também, continuar unidos.Mas foi de repente que percebi esses anos luz de distância.

E dói pensar que já pode ser tarde demais, não pra voltar, porque nada tem volta, mas pra recomeçar. Porque foram tantas coisas que passamos separados que já não dá pra colocar em dia sem perder alguma parte importante.

E foram tantas mudanças que já nem sei se somos tão compatíveis quanto éramos na nossa antiga forma. E acho que já vamos ficar constrangidos em contar experiências, e nossas conversas já não terão tanta fluidez, e isso é o mais triste.

Mas apesar de tudo não quero encarar isso como um fim, uma pausa eu aceito. Um dia a gente se encontra por aí e quem sabe o que acontece...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013


Caro 2013,

Devo dizer que se a primeira impressão é a que fica você me deu uma péssima nas suas primeiras horas. Eu não tinha nada contra você, só não te esperava com uma grande festa. Mas seu antecessor também, o 2012, foi um longo e bom ano, e era suposto ser o último! Eu havia me preparado para ser o último, podia ter sido, eram tantos sinais do fim dos tempos (mas fazendo um parêntese sem sentido, houve uma madrugada com tantos trovões no dia 27, acho, que, sinceramente, achei que os maias só não tinham acertado o dia).
E também tenho que fazer uma outra reclamação: essa sua péssima imagem apareceu apenas para mim! Pelas fotos no facebook você apareceu a todos sorridente e levemente embriagado. E não sei porque você quase que nem passou na minha casa! Me arrumei toda para lhe dar uma boa impressão e você nem champagne trouxe!
Espero, pelo bem da nossa relação que você mude sua atitude para com a minha pessoa! Sei que ainda é muito cedo para fazer exigências, mas não me decepcione!

Por um ano sua,
Alguém.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


A humanidade ainda corre sérios riscos.
Não é porque o dia marcado pelos maias para o fim do mundo passou que a humanidade não deve temer o seu fim. E, acredite, ele está mais próximo do que se imagina. A raça humana pode perdurar, mas não a humanidade. E as mostras disso estão em todos os lugares, mas não vemos. E não ver já é um sinal do fim.
Porque todos os dias em uma única cidade podem ocorrer dezenas de assassinatos, moradores de rua podem parecer serem assassinados em série e crimes brutais podem estar acontecendo. Mas ninguém se importa, todos fingem não ver.
Na verdade, eu entendo, é simplesmente a coisa mais fácil a se fazer. Mas tenho medo. Tenho medo de nos acostumarmos com esse comportamento, porque sempre nos acostumamos, ou dele ser determinado normal pelas mais altas convenções sociais e, então, a compaixão se atrofiar.
Mas eu também sou covarde. Não tenho a coragem de me elevar e gritar a verdade para ninguém ouvir, na simples tentativa de fazer a diferença para alguém no meio da multidão. Queria ter a coragem dos pregadores que gritam versículos mesmo para as caras viradas. Mas eles têm fé e a minha fé na humanidade está muito abalada.
Não, eu não quero esperar que algo aconteça próximo a mim para ser obrigada a sair da indiferença e começar a pedir que a situação mude. Eu não aceito que a vida humana seja banalizada a ponto de 10 serem tiradas em uma única noite, em uma única cidade. Recordes de homicídios sejam batidos todos os dias. Isso não é admissível ou tolerável.
Essa situação não pode continuar, mas parece que ninguém se interessa em mudá-la. Para que lutar se nada vai mudar? Então para que viver se vamos morrer?

sábado, 15 de dezembro de 2012


Aquela que caminha na vazia rua
Ignorando a sorridente lua
Com o andar arrasado
O olhar fixo
O pensar parado
Sou eu 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012


Alguém me disse certa vez que às vezes precisamos parar a vida um pouco pra viver.
Não posso pensar em um paradoxo mais real.
É que ando tendo a impressão de que vivo em função dos meus finais de semana, e para eles há tantos planos, há tantas vontades, que acaba imperando a de não fazer nada, que é forte demais.
É que minha semana é uma maratona onde mantenho velocidade alta até quinta feira, esse dia é cruel, quando quase desmonto. Mas atravesso a linha de chegada na sexta com aquela “sensação de que a vida passa assim como um tufão”.
Eu tenho plena convicção que nunca vou ter tempo, aquele tempo que a gente sempre deseja para se fazer o que sempre sonhou. Tempo é a gente que cria.
E criei esse textinho inútil em uns minutinhos que consegui roubar de mim.

domingo, 16 de setembro de 2012


Eu gostaria de saber o que dizer em situações tão complicadas quanto separações, seja entre enamorados, seja a morte, a mais definitiva de todas.
Queria poder dar palavras capazes de suavizar a dor sentida. Mas todas elas me parecem fugir nessas ocasiões ou as que ficam me parecem vazias e frias.
Também ainda não decidi o que gostaria de ouvir se fosse meu o caso.
Na verdade, minha decisão é instintiva: não quero ouvir nada. Prefiro poupar os outros de tão difícil tarefa que provavelmente não resultará em nada ou talvez machuque mais, mesmo não sendo essa a intenção.
Só acredito no poder do abraço. Um abraço sincero, forte, irradiando carinho. A única coisa que consigo oferecer a você.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Na época da seca, a gente reza pra que a nuvem cinza de poeira seja de chuva.